Qual a diferença entre geração X e Y?


Ah, os millenials, aquela geração impaciente que o pessoal da geração X adora reclamar e falar que são péssimas pessoas para se contratar. Quantas vezes já não lemos textos sobre isso? Mas calma, o que são os millenials? O que é geração Y? Quem somos nós? De onde viemos e para onde vamos?

Respira.

Agora senta aí que eu vou te contar tudo para que você não fique roendo unhas de nervoso.

Primeiro vamos explicar a importância de classificarmos as coisas em gerações.

O ser humano tem uma cabecinha limitada. É sério. Não falo isso de uma forma a tentar agredir você, querido leitor. É só que nossa cabeça realmente precisa de simplificações. Não somos toda essa última bolacha do pacote. Apesar de termos evoluído por centenas de milhares de anos nosso cérebro ainda funciona de forma muito parecida com a da época em que éramos caçadores-coletores. Inclusive, esse é um ótimo exemplo para começar minha explicação. Desde aquela época já criávamos divisões para as pessoas: tínhamos os caçadores, responsáveis, bem... por caçar. E tínhamos quem ficava no assentamento, cuidando dos outros. Isso facilitava a organização da comunidade e permitia sua sobrevivência.

Anos se passaram, criamos cidades, mudamos a forma como nos organizamos, subimos uns prédios, tecnologia pra tudo e chegamos onde chegamos. E ainda assim continuamos dividindo nossa sociedade em camadas. Para tudo. Seja divisão de trabalho, divisão de gênero ou até mesmo por renda e escolaridade. Simplesmente somos assim, criamos divisões para conseguirmos nos organizar. Não vou nem entrar no mérito se a divisão é ou não justa.

As gerações são exatamente isso. Espécies de caixinhas que o mercado cria para poder categorizar o seu público e, claro, vender com mais eficiência. Sim, nosso mercado é cruel desse jeito.

Isso entendido, vamos passar para o que significa cada geração. E aí vamos seguir a ordem histórica, já que ela segue da geração X até a Z. Claro que temos gerações anteriores, mas nesse texto vamos abordar apenas X e Y.

Existe muita discordância sobre a forma como dividimos gerações. Alguns acreditam que devemos separar por datas de nascimento. Já outros acham que o ideal é separarmos por comportamento.

Pela data, a geração X é aquela que compreende o período dos anos 60 até os 82. São aqueles nascidos após a geração dos Baby Boomers, talvez sejam seus filhos. Em relação ao comportamento são pessoas que tem certa facilidade com tecnologia, mas ainda não a compreende totalmente. Provavelmente usa a versão digital de seu banco tradicional, mas um Nubank já seria demais para ela. Tem certo medo de perder seus estáveis empregos para pessoas mais jovens ou para a própria evolução tecnológica. Planejam muito, sonham alto, mas podem pecar na execução por medo de um futuro incerto. Isso não significa que não arrisquem e larguem tudo para perseguir uma carreira na internet, com um canal, por exemplo. Menos impulsiva do que a geração Y, não largaria o emprego por algo 100% incerto. A geração X gosta de saber onde pisa.

Já a geração Y é um pouco mais desapegada. Talvez por grande influência da tecnologia (são nativos digitais), a geração Y é muito impulsiva. Sonha gigante e coloca a felicidade no trabalho na frente do dinheiro. Por vezes até da própria segurança e estabilidade financeira. É a geração do all-in.

Os Ys fazem muita coisa ao mesmo tempo: trabalham ouvindo música enquanto mandam mensagem no whatsapp e atualizam o status no Instagram. Toda essa miríade de coisas pra fazer faz com que se fechem um pouco mais em seu casulo e são muito individualistas. Querem subir rápido na carreira e fazem planos de curto prazo. Isso é algo que irrita a geração X, um pouco mais paciente. Para eles, a experiência é o mais importante. E sempre estão em busca de coisas novas: seja no trabalho, nas relações ou no tempo livre.

No geral, são gerações parecidas, dialogam bem, mas não entram em acordo sobre sua opinião a respeito do tempo. Ele funciona diferente para cada um. Mas na hora de comunicar para ambos, é melhor fazer peça separadas. Uma campanha mais hedonista e focada em experiência serviria mais para a Y. Talvez para a X seja melhor algo com coisas mais concretas, mais entregas e menos promessas.

Agora, em 2018, estamos experimentando uma mudança de geração: a Z, aqueles que já nasceram quando as novas tecnologias já se estabeleceram. Mas isso fica de assunto para um próximo texto (eu prometo). Fique ligado no nosso blog para mais informações ou assine nossa newsletter para ficar sempre em dia com todas as novidades que sairão por aqui.

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