Instagram e a cultura do instante

16/03/2018

 

É impossível negar que o fenômeno das redes sociais mudou a forma como nos comunicamos com o mundo. Temos o Twitter para falar o que está acontecendo agora, o Facebook para comentar o dia anterior e o Instagram para tirar foto de comida. Espera aí, o que? Sim, o Instagram, além de uma ferramenta para compartilhar momentos pessoais com o mundo e com seu círculo de amigos também mudou a forma como nos relacionamos nossos pequenos momentos. Ou por acaso você já viu alguém tirar uma Polaroid da bolsa para fotografar seu prato de sushi? Mas alguma vez já se perguntou por que raios as pessoas fazem isso?

 

A chegada do Instagram fez com que a gente escolhesse abrir mão da própria privacidade e abraçasse o fenômeno do oversharing. Mas não está tudo perdido, mesmo que o tom jocoso deste texto tenha dado algum indício disso.

 

Junto com outras redes sociais, o Insta - para os íntimos - trouxe um fenômeno interessante para a nossa sociedade: o do imediatismo e necessidade de busca por informação e entretenimento a todo instante. Se você nasceu da geração Y para baixo, provavelmente não vai se identificar com esse comportamento, mas é importante entender o que as redes sociais têm a ver com a postura imediatista dos chamados XÓVENS.

 

E o imediatismo não tem só a ver com o consumo de informação, mas também com a produção de informação para os outros. Pense bem: o que é o stories, senão uma janela de um pequeno momento da sua vida. Você saca o celular, grava e pronto, ele está no ar por 24 horas para que todo mundo veja aqueles segundos. É o registro do instante. Estamos no período da comunicação e conteúdo instantâneo. E não parece que essa onda vai ser passageira.

 

Pense bem, sempre que estamos numa fila, num ônibus, no metrô, aproveitamos e damos uma olhada nas redes sociais. Procuramos por mata tempos a todo instante. Vivemos nosso dia dividido em micro momentos (temos um texto sobre isso, para ler, clique aqui). E para piorar, temos (e aqui falo como um geração Y) cada vez menos paciência para conteúdos extensos. A todo tempo somos impactados por mensagens cada vez mais diretas e conteúdos mais sucintos. Quer um exemplo? Sei que em algum momento já chegou até a sua tela um dos vídeos do Twisted Food ou qualquer um desses sites de gastronomia ensinando receitas - um pouco complicadas - em menos de 1 minuto. 

 

O conteúdo que criamos dentro das agências, produtoras ou pelos influencers precisa ser cada mais preciso, mais rápido e mais engajante. Temos pouco tempo, janelas pequenas de atenção e muitas redes para competir. E isso nos traz novas oportunidades para pensarmos novos formatos. Imagine a possibilidade de públicos diferentes que podemos atingir com a mesma história se pensarmos nas narrativas para os diferentes meios. Para quem acha que está tudo perdido na criação de conteúdo: nunca estivemos tão cheios de escolhas.

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