A revolução vai ser vertical


Ao frequentar as rodinhas de audiovisual pela internet afora é muito comum ouvirmos reclamações sobre gravar com o celular em pé. Alguns profissionais do mercado simplesmente não entendem porque um formato tão não-natural é amplamente utilizado pela maioria das pessoas ao produzirem vídeos para seus facebooks, instagrams, twitters.

Mas antes de falar disso vamos voltar um pouquinho e analisar um outro problema que é comum a todas as indústrias: a mudança de comportamento. Pode pesquisar aí, em qualquer mercado onde há uma grande tendência ou súbita adoção de um novo método há sempre uma enorme massa resistente à mudanças.

Teve a galera contra o som no cinema, o Uber com os taxistas, e a fotografia digital. O que importa é: a mudança sempre incomoda a quem já está lá, confortável no seu lugar. Mudar e se adaptar é trabalhoso, custoso e requer botar a cabeça pra funcionar.

Agora vamos voltar ao nosso universo. Qual o grande motivo dos defensores do audiovisual tradicional em manter o bom e velho 16:9? Por que é tão complicado assim pensar em uma tela vertical? Às vezes parece que a indústria quer vencer na força a vontade do público, quando na verdade deveria ser justo o oposto. Nós, o povão da comunicação, a galera de humanas não temos que ditar a tendência. Nosso trabalho é se adaptar e conversar com os novos formatos. Experimentar as novas mídias. E estar presente onde as pessoas estão.

No final das contas, ser profissional de comunicação é ser um camaleão do mercado. Então que viva o vídeo vertical, o 360 e a realidade virtual. E todos os outros meios que inventarem. Afinal, se até o Tim Burton grava o Carnaval na vertical, quem somos nós para dizer que ele está errado?

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